"Eu sou Gaúcho e me chega pra ser feliz no Universo" ("Eis o Homem", Marco Aurélio Campos)
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
PRA QUEM MORRE DE A CAVALO
A música "Pra Quem Morre de a Cavalo", parceria minha com Wolmar Penna Flores, participou do 21º Grito do Nativismo de Jaguari. Defendida no palco por Ângelo Franco, rendeu a Samuca a premiação como melhor instrumentista do festival. Na foto, Jean Kirchoff, melhor intérprete e primeiro lugar com "Namorado das Rimas", de Ramires Monteiro.
Abaixo, a letra de "Pra Quem Morre de a Cavalo":
Quando a morte arma seu laço
Num tiro justo nos tocos
Morrer em cima dum pingo
É honra dada pra poucos.
Fazer campa do lombilho
De uma encilha lindaça
E uma coroa trançada
Com os tentos do doze braças.
Quem, por campeiro e ginete,
Morre agarrado ao sovéu
Num buenas-noites pra terra
Sobe a cavalo pro céu.
A altivez do último gesto
Na mão que segura o freio;
Quem morre sobre um cavalo
Vai pro céu parar rodeio.
E quando pingo e ginete
Se irmanam na mesma morte
É que a tava do destino
Caiu clavada na sorte.
Uma ossamenta velada
Pela luz dos pirilampos:
Cavalo e homem plantados
No ventre fértil dos campos.
Para baixar "Pra Quem Morre de a Cavalo" e as demais composições do 21º Grito do Nativismo:
http://camara.jaguari.rs.gov.br/?page_id=195
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Eu agradeço a Deus pelo teu talento... e peço a Ele que me brinde um dia em permitir que eu chegue na tua altura de inspiração...
ResponderExcluirEscutei hoje essa musica pela primeira ves,logo me veio na lembrança a imagem de varios campeiros amigos que ja partiram,e certamente todos eles eram homens de redeas nas mãos.Parabens,pela beleza dessa letra e bela musica que tambem deu todo o brilho.
ResponderExcluirA única morte lendária sobre o cavalo que tenho conhecimento foi a do caudilho maragato Aníbal Padão que pediu aos companheiros de armas: o poeta Juca Ruivo e ao seu fiel escudeiro o negro Malaquias para sustenta-lo erguido no lombo de seu flete, enquanto sangrava as derradeiras golfadas de sangue e arfava seus últimos estertores. Quê manifestação de bravura! Tivéssemos homens dessa estirpe gloriosa ainda, teríamos inspiração de hombridade inalienável.
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